would you give yours to me?
If I made a proper start,
would you take me seriously?
If I wait for the right moment,
would you say yes to me?
If all my friends desert me,
would you be there for me?
Will you please be there for me?
senha e créditos: longdesertrain.blogspot.com
Quando ouço o folk tranquilão do Michael Nau, me bate uma preguiça dos infernos. Sério. Às vezes, tenho até que sair do PC, deitar na cama e ficar quietinho ouvindo, de olhos fechados e com um sorrisinho preguiçoso no rosto. Ai ai...é agradável o som, e a voz é um tanto...peculiar. Ele também é o cara por trás do Page France.Mesmo estilo, mesma tranquilidade .E claro,a mesma preguicinha boa...
The Strange Idols Pattern and Other Short Stories (Cherry Red, 1984)
Ignite the Seven Cannons (Cherry Red, 1985)
Após assistir ‘’Lo Mejor De Mi’’, levei minha irmã ao cinema. Cheguei e vi mais um filme, ‘’Casualties Of War’’. Depois vesti um casaco e saí para buscá-la. No meio do caminho, do nada, despencou uma tempestade. Parei a moto assim que notei um lugar para me abrigar e entrei . Era a fachada de um laboratório, com uma pequena escadaria. Sentei-me nos degraus.Estava um pouco molhado e, confesso, um tanto contrariado. Sair dia de domingo (ou, no meu caso, sair de casa dia qualquer, é raridade) e tomar uma chuva dessas...
Após alguns minutos sentado e emburrado vi que a tempestade parecia não ter fim. Tentei relaxar. Tirei meu cell do bolso, peguei os fones que sempre levo comigo e comecei a ouvir Ólafur Arnalds. Logo nas primeiras notas, fui tomado de um sentimento raro. Fiquei a música toda quieto, olhando para o nada através da chuva. Desejei que não parasse nunca. Em alguns momentos isso acontece : tudo se torna tão triste e bonito que eu queria ficar ali, como em uma fotografia, para sempre. Fiquei assim, abstraído, em silêncio, concentrado no nada até o álbum acabar. Só então notei que a tempestade tinha virado um chuvisco e eu já poderia ir ao cinema buscar a minha irmã sem ficar encharcado. Suspirei. Subi na moto e fui.
Um dia, há algum tempo, uma amiga perguntou-me se achava a tristeza bonita. Não soube responder porque nunca havia pensado nisso.Mas agora vejo que, como sempre fui uma pessoa introspectiva, silenciosa e solitária (por preferir ser assim, não que eu não tenha uma vida social ou que eu seja anti-social), encontro na tristeza conforto. E, consequentemente, canções tristes dão-me essa sensação de conforto com a qual estou acostumado.
Acordei hoje e assim que abri a porta do quarto senti algo diferente.Frio. Não entendi muito bem.Ontem mesmo eu praguejava a respeito do tempo quente e hoje, isso. Tomei meu banho, meu café e, quando abri o guarda-roupas, peguei o pullover com um arzinho de satisfação. Frio é sempre bem-vindo. E toda vez que sinto esse friozinho repentino, algumas lembranças saltam, como o tempo em que fui atirador do exército e saía de casa às 5 da manhã, tudo ainda escuro, tudo ainda calmo e congelante e eu ia cruzando a cidade a passos largos com as mãos nos bolsos da japona e batendo os dentes. Ou quando eu ia para o trabalho a pé, uns vinte minutos de caminhada às sete da manhã. Sempre que passava pela estação de trem abandonada, sentia um conforto e tanto, uma espécie de tranquilidade. A estação solitária e, em volta, um enorme campo gramado e algumas poucas árvores, além de muita neblina. Era uma cena que poderia estar em algum filme do Tarkowski. São coisas como essas que sempre me vem à mente quando o frio aparece. Mas não são só cenas que vivi que me vem à mente. Penso também em canções. E o primeiro álbum em que penso é esse dos escocêses (tinha que ser né...reafirmo aqui: sou fanático por bandas escocesas!) do Travis. As canções, todas singelas e melancólicas, serviram de trilha sonora em minha vida por um bom tempo.Posso até mesmo dizer que esse álbum (assim como o White Album dos Beatles e o This is Just a Modern Rock Song do Belle And Sebastian) mudou a minha vida.