quinta-feira, 8 de abril de 2010

The Reindeer Section - Y’all Get Scared Now Ya Hear! (2001)



O Reindeer Section é um projeto que conta com 15 músicos escoceses de bandas como Snow Patrol, Belle And Sebastian, Mull Historical Society, Arab Strap, Astrid, Eva, V-Twin, Hercules e Mogwai. Apesar de aparentar ser algo grandioso, o que mais chama a atenção na sonoridade é a simplicidade das canções, doces, leves e confortantes como o sol em um dia frio.


If I gave you my heart,
would you give yours to me?
If I made a proper start,
would you take me seriously?
If I wait for the right moment,
would you say yes to me?
If all my friends desert me,
would you be there for me?
Will you please be there for me?

sábado, 3 de abril de 2010

domingo, 28 de março de 2010

Iron & Wine - The Sea And The Rhythm EP (2002)

senha e créditos: longdesertrain.blogspot.com


Algumas bonitas folksongs para uma segunda-feira triste e cheia de saudade...

domingo, 21 de março de 2010

Michael Nau - Apple shaped songs (2006)


Quando ouço o folk tranquilão do Michael Nau, me bate uma preguiça dos infernos. Sério. Às vezes, tenho até que sair do PC, deitar na cama e ficar quietinho ouvindo, de olhos fechados e com um sorrisinho preguiçoso no rosto. Ai ai...é agradável o som, e a voz é um tanto...peculiar. Ele também é o cara por trás do Page France.Mesmo estilo, mesma tranquilidade .E claro,a mesma preguicinha boa...


Orange Juice - You can't hide your love forever (1982)

Mesma história do Felt: outra ‘’bandinha escocesa indie dos ’80 e uma das maiores influências do Belle and Sebastian’’ que adoro. Mesmo mesmo mesmo.






Felt - Discografia

O Felt é uma banda escocesa indie dos ’80 e uma das maiores influencias do Belle and Sebastian. Adoro cada música de cada álbum deles e nem preciso ouvi-los mais, porque já tenho todas decoradas nota a nota em minha cabeça. Mas resolvi postar a coleção por aqui para quem ainda não conhece.Ah, sou suspeito demais para falar deles!








Yann Tiersen - Rue Des Cascades (1996)

Descobri Yann Tiersen como desconfio que muitas pessoas também o descobriram: através do filme ‘’O Fabuloso Destino de Amélie Poulain’’. Daí até eu virar um admirador e tanto do francês, foi um pulo. Suas canções, apesar de terem construções por vezes complexas, não deixam de ser simples. E tocantes. Yann já tocou por aqui antes e em maio tocará novamente na virada cultural do estado de São Paulo.Dessa vez eu irei. De fato, todo dia ouço e já fico imaginando-me lá. Será mágico.

Ólafur Arnalds - Found Songs (2009)

Após assistir ‘’Lo Mejor De Mi’’, levei minha irmã ao cinema. Cheguei e vi mais um filme, ‘’Casualties Of War’’. Depois vesti um casaco e saí para buscá-la. No meio do caminho, do nada, despencou uma tempestade. Parei a moto assim que notei um lugar para me abrigar e entrei . Era a fachada de um laboratório, com uma pequena escadaria. Sentei-me nos degraus.Estava um pouco molhado e, confesso, um tanto contrariado. Sair dia de domingo (ou, no meu caso, sair de casa dia qualquer, é raridade) e tomar uma chuva dessas...

Após alguns minutos sentado e emburrado vi que a tempestade parecia não ter fim. Tentei relaxar. Tirei meu cell do bolso, peguei os fones que sempre levo comigo e comecei a ouvir Ólafur Arnalds. Logo nas primeiras notas, fui tomado de um sentimento raro. Fiquei a música toda quieto, olhando para o nada através da chuva. Desejei que não parasse nunca. Em alguns momentos isso acontece : tudo se torna tão triste e bonito que eu queria ficar ali, como em uma fotografia, para sempre. Fiquei assim, abstraído, em silêncio, concentrado no nada até o álbum acabar. Só então notei que a tempestade tinha virado um chuvisco e eu já poderia ir ao cinema buscar a minha irmã sem ficar encharcado. Suspirei. Subi na moto e fui.

Um dia, há algum tempo, uma amiga perguntou-me se achava a tristeza bonita. Não soube responder porque nunca havia pensado nisso.Mas agora vejo que, como sempre fui uma pessoa introspectiva, silenciosa e solitária (por preferir ser assim, não que eu não tenha uma vida social ou que eu seja anti-social), encontro na tristeza conforto. E, consequentemente, canções tristes dão-me essa sensação de conforto com a qual estou acostumado.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Travis - The Man Who (1999)

Acordei hoje e assim que abri a porta do quarto senti algo diferente.Frio. Não entendi muito bem.Ontem mesmo eu praguejava a respeito do tempo quente e hoje, isso. Tomei meu banho, meu café e, quando abri o guarda-roupas, peguei o pullover com um arzinho de satisfação. Frio é sempre bem-vindo. E toda vez que sinto esse friozinho repentino, algumas lembranças saltam, como o tempo em que fui atirador do exército e saía de casa às 5 da manhã, tudo ainda escuro, tudo ainda calmo e congelante e eu ia cruzando a cidade a passos largos com as mãos nos bolsos da japona e batendo os dentes. Ou quando eu ia para o trabalho a pé, uns vinte minutos de caminhada às sete da manhã. Sempre que passava pela estação de trem abandonada, sentia um conforto e tanto, uma espécie de tranquilidade. A estação solitária e, em volta, um enorme campo gramado e algumas poucas árvores, além de muita neblina. Era uma cena que poderia estar em algum filme do Tarkowski. São coisas como essas que sempre me vem à mente quando o frio aparece. Mas não são só cenas que vivi que me vem à mente. Penso também em canções. E o primeiro álbum em que penso é esse dos escocêses (tinha que ser né...reafirmo aqui: sou fanático por bandas escocesas!) do Travis. As canções, todas singelas e melancólicas, serviram de trilha sonora em minha vida por um bom tempo.Posso até mesmo dizer que esse álbum (assim como o White Album dos Beatles e o This is Just a Modern Rock Song do Belle And Sebastian) mudou a minha vida.

terça-feira, 2 de março de 2010

Eliott Smith - Elliott Smith (1995)


Estou quieto faz algumas semanas. Sumi do mundo real e do virtual. Calei-me. Passo por tempos assim vezenquando. Toda a beleza, a doçura e blah blah blah somem e fico eu, amargo, taciturno, em silêncio. Tenho essa estranha necessidade de ficar só,para sentir-me existente. Algumas pessoas pensam que conhecerão a sí mesmas de um modo melhor se olharem-se com olhos de outrem.Tentar ver a sí como os outros te veem. Faço o contrário: afundo-me em mim , passo por caminhos tão escuros e profundos que eu nunca pensei que pudessem existir - mas existem.

Nesses tempos não consigo ouvir música pop demais, alegre demais, doce demais e afins. Procuro sempre por canções que se relacionam com algo que estou sentindo. Então, como o objetivo desse blog sempre foi o de postar álbuns que tenham uma relação direta e subjetiva com o que estou vivendo no momento, sentiria-me meio falso em postar um álbum de twee pop, quando na verdade estou é azedo...


Agora passa da meia-noite de uma terça-feira chuvosa. Estou em meu quarto, com a porta e a janela fechadas. A gravação lo-fi faz com que a voz, sutil, triste e amarga, misturada aos dedilhados do violão ressoem pelo quarto abafado, criando uma especie de desespero calmo. Quando há um silêncio entre as canções, posso ouvir a chuva. Uma linha de um livro que acabei de ler me vem à memória: ''a vida é assim, feita a golpes de pequenas solidões.'' e hoje não sinto vontade de dizer mais nada.