Você realmente ama uma pessoa e quer ficar todo o seu tempo ao lado dela.Quer conversar, andar de mãos dadas, sorrir. Mas ela não está ao seu lado hoje. E não estará amanhã. Tudo o que você tem é a sua imaginação e a sua melancolia, que cresce com o passar dos dias, sem ela...
Quando sinto isso, como agora, ouço canções doces que falam de amor e fico pensando em situações simples, construindo pequeninas cenas em minha mente. Uma conversa em um Café, um encontro na rua, coisas assim. E para que minha vida imaginada fique mais bonita, é preciso uma boa trilha sonora.
O The Perishers é mais uma das tantas bandas que descobri na soundtrack de ''The Oc''. Fazem um indie-folk/pop doce, e especialmente nesse álbum, todas as canções, sem exceção,são belas...
"Berlim, Texas é um lugar determinado pela longitude de um tempo distante e a latitude de um mapa inventado. Um cenário imaginário em que se alternam as noites frias dos cabarés esfumaçados da Alemanha pré-nazista e os dias ensolarados – e regados a uísque cowboy – dos saloons texanos.
Mas não é disso que se trata: esses dias e noites servem apenas de pretexto para dar forma à imaginação de um jovem paulistano do século 21." - Thiago Pethit.
Notei que sempre há alguém visitando o blog, mas nem sempre há comentários...aí pra facilitar/agilizar coloquei o box aqui ao lado.Então, por favor, não sejam leeches. Comentem, se puderem.
Ah, e para maio já aviso que postarei bastante por aqui. Promessa. Afinal, depois de muito tempo, eu consegui...férias!
Não, não se preocupe que não começarei a postar álbuns de bandas de hair metal/glam rock por aqui...acho Whitesnake engraçado até (eles tem os videos mais toscos do mundo) e o som é um hard rock farofa que não me agrada en NADA. Mas esse e somente esse Starkers In Tokyo, justamente o álbum que a maioria dos fãs torcem o nariz, é o único que gosto. E gosto demais, a ponto de dizer que ele também está entre os meus ''the best...''
O clima é intimista: violão e voz. As músicas falam, claro, de amor, relacionamentos. David Coverdale tem uma voz grave e canta de maneira simples e apaixonada. Sailing Ships, Don't Fade Away e o fim com Soldier of Fortune. É perfeito. nem vou ficar babando aqui, porque adoro o álbum. Vai por mim, mesmo que não sejá lá o tipo de som que você curta, tente.
O ano era 2000.Um amigo e eu entramos na nova loja de cd's da cidade. Cada um comprou um. O meu era de uma banda que nunca sequer tinha ouvido ou sabia o que era. Era o October Rust, do Type O Negative. Lembro perfeitamente da minha primeira impressão: achei uma droga. Um som arrastado, cheio de piano e um ou outro sintetizador. Não gostei nada. Mas insisti. Vezenquando teimava em tentar apreender a sonoridade da banda. Não foi coisa de uma semana. Demorou meses até que finalmente eu conseguisse compreender o som, a atmosfera. E com o tempo esse álbum se tornou um de meus favoritos.
Uma nota: apesar de gostar do álbum, nunca fui muito fã da banda. Mas é que hoje esse mesmo amigo que há dez anos estava comigo quando o comprei deu-me a notícia de que o vocalista morreu faz poucos dias.Depois de ler as declarações no site oficial, procurei pelo empoeirado cd, que confesso, estava esquecido em minha coleção. Ouvi novamente e reafirmo: é mesmo um de meus álbuns favoritos.
Minha mãe vive dizendo que passo todo o tempo livre que tenho em casa sem fazer absolutamente nada. Que eu deveria aproveitar melhor com algo qualquer. Mas a verdade é que não fico à toa. Eu ouço música. E pra mim, apreciar música não é um passatempo, não é um hobbie. É uma paixão, um vício que levo muito a sério. Fico deitado na cama em silêncio por horas, analisando algum álbum novo pra mim ou apreciando algum que já adoro. E nesse feriado passei o tempo todo ouvindo The Postal Service, o projeto dos meninos do Death Cab For Cutie. O som é um indie pop eletrônico que não se parece muito com o dcfc.
Uma pessoa caminhando por uma praia deserta no inverno, pela manhã, sozinha,procurando por alguém que ama.O vento forte,a areia branca.''Meet me in Montauk...''
Hoje de manhã, logo que cheguei ao meu local de trabalho, precisei sair a pé para fazer umas coisas.Ajeitei meu cachecol, coloquei meus earphones,selecionei o primeiro álbum do Polyphonic Spree e desci as escadas.Senti algo sublime,uma melancolia-alegria, pelo caminho.O vento soprou gelado,a luz fraca do sol da manhã desbotou todas as cores de todos os lugares.As ruas quase desertas.Ao passar por uma praça, na volta,sentei em um banco . Fiquei pensando nela e olhando os rostos de todas as pessoas que hora ou outra passavam. Esperava encontrá-la em um deles.O álbum tocou todo. Levantei-me, dei play novamente e fui embora com um aperto no peito.
O Reindeer Section é um projeto que conta com 15 músicos escoceses de bandas como Snow Patrol, Belle And Sebastian, Mull Historical Society, Arab Strap, Astrid, Eva, V-Twin, Hercules e Mogwai. Apesar de aparentar ser algo grandioso, o que mais chama a atenção na sonoridade é a simplicidade das canções, doces, leves e confortantes como o sol em um dia frio.
If I gave you my heart, would you give yours to me? If I made a proper start, would you take me seriously? If I wait for the right moment, would you say yes to me? If all my friends desert me, would you be there for me? Will you please be there for me?
Quando ouço o folk tranquilão do Michael Nau, me bate uma preguiça dos infernos. Sério. Às vezes, tenho até que sair do PC, deitar na cama e ficar quietinho ouvindo, de olhos fechados e com um sorrisinho preguiçoso no rosto. Ai ai...é agradável o som, e a voz é um tanto...peculiar. Ele também é o cara por trás do Page France.Mesmo estilo, mesma tranquilidade .E claro,a mesma preguicinha boa...
O Felt é uma banda escocesa indie dos ’80 e uma das maiores influencias do Belle and Sebastian. Adoro cada música de cada álbum deles e nem preciso ouvi-los mais, porquejá tenho todas decoradas nota a nota em minha cabeça. Mas resolvi postar a coleção por aqui para quem ainda não conhece.Ah, sou suspeito demais para falar deles!
Descobri Yann Tiersen como desconfio que muitas pessoas também o descobriram: através do filme ‘’O Fabuloso Destino de Amélie Poulain’’. Daí até eu virar um admirador e tanto do francês, foi um pulo. Suas canções, apesar de terem construções por vezes complexas, não deixam de ser simples. E tocantes. Yann já tocou por aqui antes e em maio tocará novamente na virada cultural do estado de São Paulo.Dessa vez eu irei. De fato, todo dia ouço e já fico imaginando-me lá. Será mágico.
Após assistir ‘’Lo Mejor De Mi’’, levei minha irmã ao cinema. Cheguei e vi mais um filme, ‘’Casualties Of War’’. Depois vesti um casaco e saí para buscá-la. No meio do caminho, do nada, despencou uma tempestade. Parei a moto assim que notei um lugar para me abrigar e entrei . Era a fachada de um laboratório, com uma pequena escadaria. Sentei-me nos degraus.Estava um pouco molhado e, confesso, um tanto contrariado. Sair dia de domingo (ou, no meu caso, sair de casa dia qualquer, é raridade) e tomar uma chuva dessas...
Após alguns minutos sentado e emburrado vi que a tempestade parecia não ter fim. Tentei relaxar. Tirei meu cell do bolso, peguei os fones que sempre levo comigo e comecei aouvir Ólafur Arnalds. Logo nas primeiras notas, fui tomado de um sentimento raro. Fiquei a música toda quieto, olhando para o nada através da chuva. Desejei que não parasse nunca. Em alguns momentos isso acontece : tudo se torna tão triste e bonito que eu queria ficar ali, como em uma fotografia, para sempre. Fiquei assim, abstraído, em silêncio, concentrado no nada até o álbum acabar. Só então notei que a tempestade tinha virado um chuvisco e eu já poderia ir ao cinema buscar a minha irmã sem ficar encharcado. Suspirei. Subi na moto e fui.
Um dia, há algum tempo, uma amiga perguntou-me se achava a tristeza bonita. Não soube responder porque nunca havia pensado nisso.Mas agora vejo que, como sempre fui uma pessoa introspectiva, silenciosa e solitária (por preferir ser assim, não que eu não tenha uma vida social ou que eu seja anti-social), encontro na tristeza conforto. E, consequentemente, canções tristes dão-me essa sensação de conforto com a qual estou acostumado.