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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

The Head And The Heart - Let's Be Still (2013)

OUÇA AQUI

Este é o segundo álbum do The Head and the Heart. Qualquer dia escrevo algo decente sobe ele ou algum texto qualquer que não tenha nada a ver com ele.




The Head and The Heart - The Head and The Heart (2011)

 https://www.youtube.com/watch?v=NLLvocsmnNU&list=PLZwzeQuU-KagBYH4WCV8pNGe5FCJrdfMD
OUÇA AQUI
Com quatro anos de atraso (o cd foi lançado em 2011), após uma noite insone e elétrica, eis que me lembro repentinamente deste blog abandonado e sinto uma enebriante vontade de escrever. Na verdade esta postagem nem é somente sobre o álbum do The Head and the Heart, uma de minhas bandas favoritas. É sobre a vida. É uma divagação (como é estranho escrever isso sabendo que ninguém mais lê meu blog - até porque mudei a url).

Após trabalhar durante o começo da noite de domingo, um trabalho que se estendeu até a madrugada e me custou um copo de café e o sono, deitei-me. Ouvi algumas músicas no iPod, mas estava inquieto. Estranhamente feliz. Animado mesmo (ok, grande culpa disso é da cafeína). Enfim, tive uma espécie de epifania. Importo-me demais com as pessoas que quero bem. Mesmo que elas estejam se lixando. Pessoas são estranhas. Estão perto sempre por interesse, com uma segunda intenção, para te usar ou até enjoarem de você. Depois somem. Aí quando o tempo passa, se precisarem de você por algum dos motivos descritos acima, então entram em contato novamente. De uns 10 anos pra cá perdi boas amizades por isso. Achava que durariam para sempre. Mas agora que amadureci, sei que pessoas vem e vão e que sofrer por elas ou esperar algo de qualquer pessoa que seja é bobeira. Faz mal. Sou só, estou só e não me importo. Minha solidão é colorida, leve e muito rica: desde sempre com meus melhores companheiros, os livros, as músicas e os filmes. 

 Escrevo isso ouvindo o álbum acima, um folk agridoce e maduro que fala sobre coisas da vida. É engraçado notar como algumas pessoas fazem uma tremenda falta (não sei se a palavra certa é falta. Talvez o mais correto seja dizer que algumas pessoas se perdem em nós, e procuramos em vão, mas sempre, reencontrá-las em outras pessoas ou em nosso interior, nas lembranças) mas, mesmo assim, a vida continua sem elas. E  não há nada que a gente possa fazer. Não sozinho. Mas escrevo isso sem rancor ou esperança ou intenção. Tenho a humildade de aceitar de coração aberto qualquer amigo que volte um dia, mesmo que por interesse ou necessidade. O que importa é ser bom com quem queremos bem - e com todo mundo mais.

O sol já saiu e os pássaros cantam. Daqui uma hora entrarei em uma sala de aula e darei aulas até quase o meio dia. O café me manterá de pé. Por não ter costume de beber café, a mínima quantidade faz um enorme efeito. Estou ansioso para encontrar meus alunos, falar com/para eles. Hoje a aula será sobre cinema político, separei vídeos e fiz um texto caprichado para a ocasião. 

Is it that the good life is the simple one
(Sittin' in the lawn watchin' leaves go by)
Readin' good books and playin' songs
Watchin' the wind blow through your front yard
Don't follow your head
                             Follow your heart                               

Mais algumas divagações antes do fim:  

Ando muito esses tempos pelo tumblr. É um lugar patético, repleto de pessoas que glamourizam a depressão, que lamentam da solidão e da falta de alguém para amar, de pornografia travestida de arte, mas também de belas imagens - na real, o maior motivo de eu continuar usando aquilo é porque adoro pesquisar e descobrir imagens da natureza, de rios e árvores e trilhas e tudo o mais.
-*-
Algumas pessoas fogem da tristeza. Têm medo da tristeza, da melancolia e da angústia e fogem disso o tempo todo. Buscam por uma suposta felicidade idiotizada e permanente, utópica. Usam das mais diversas ferramentas para isso: psicologia barata, crenças espiritualistas cheias de positividade, religião ou pior ainda, se apoiam em outras pessoas pois julgam que alguém pode lhes proporcionar essa tão sonhada felicidade e alegria. Se você não é capaz de se sentir feliz sozinho, jamais será. Todos esses sentimentos negativos, tidos como ruins, na verdade são partes de nós. Intrínsecos. Portanto, fugir deles é fugir de uma parte importante daquilo que você é. É se alienar. Encaro sempre tudo o que sou e que sinto e nunca procuro fugir e nem me afogar em nenhum sentimento, sensação ou busca desenfreada por algo que nunca encontrarei. Apenas vivo, absorvendo tudo de mim, entendendo e apendendo a conviver. 

Agora gostaria de dizer algumas coisas sobre o The Head and the Heart. Serei breve: a banda conta com três vocalistas e faz um folk acústico cheio de sutilezas. Gosto de todas as músicas e as minhas preferidas sempre mudam, quando redescubro alguma. É música que fala ao coração (por mais clichê e barato que isso possa soar). E se você chegou de algum modo até aqui, vamos fingir que estamos em 2008: deixe um "olá" nos comentários. Assim saberei que alguma alma passou por esse local que nem assombrado é.

























terça-feira, 14 de abril de 2015

Iron & Wine - Dreamers and Makers are my Favorite People (2015)

Acompanhando o lançamento de "Archive Series Volume 1", o Iron & Wine fez um curta metragem/concerto especial e postou em seu canal oficial no youtube. O álbum merece uma resenha a parte, mas para contextualizar: trata-se de uma compilação com músicas do começo da carreira, quando Sam Beam ainda gravava tudo de maneira lo-fi e as músicas eram reduzidas a apenas violão e voz. Folk simples e rústico. 

Quem conhece os dois primeiros álbuns já sabe que eles têm uma atmosfera diferente de todos os demais (o processo de gravação do primeiro, "The Creek Drank The Cradle", foi inteiramente caseiro e o segundo, "Our Endless Numbered Days", apesar de ter sido produzido no Engine Studios por Bryan Deck ("Counting Crows", "Into it. Over It". e "Modest Mouse", entre outros) ainda preserva o ar caseiro e minimalista). São meus preferidos. Sam Beam disse em entrevistas que gravar de maneira caseira e só com violão nunca foi algo proposital. Na época ele não podia pagar um estúdio profissional ou comprar muita aparelhagem, então produziu com o que tinha a mão. 


A ideia para esse concerto surgiu daí: como resgatar a atmosfera rural, caseira e simples do início da banda? Hoje em dia o Iron & Wine aparece em programas de tv, participa da trilha sonora de blockbusters e lota casas de shows. Algo assim não daria certo para promover uma coletânea de antigas canções. Felizmente encontraram o cenário perfeito: Jerry Run Summer Theater, um teatro construído no meio do nada em uma área rural do interior dos EUA por um morador que tinha o sonho de fazer algo para que artistas pudessem se apresentar e que atraísse os locais. Apesar das dificuldades e do risco do fracasso, Jerry Run construiu baseado na ideia "Se eu construir, eles virão". Algo semelhante ao que o próprio Sam Beam sentiu ao começar a gravar suas músicas. Ou seja, o casamento perfeito. Algo interessante é que a maioria das pessoas, moradores locais, não tinham ideia do que era "Iron & Wine", o que tornou a experiência ainda mais significante e real. Um verdadeiro retorno às origens. O vídeo tem 6 músicas intercaladas com entrevistas e fotos antigas. Atentem para o clima intimista e bucólico. Uma bela viagem pelos sons e visuais interioranos dos Estados Unidos que me proporcionaram meia hora de conforto.




terça-feira, 21 de maio de 2013

Johnny Cash - The Mystery of Life (1991)


Depois que Cash lançou os American Records com Rick Rubin (gravando todos aqueles rocks e blues e folks e NINs que todo mundo está cansado de conhecer) e com o sucesso desses discos, acredito que muitas pessoas adquiriram a impressão de que Cash era um figura sombria e melancólica graças a músicas como "Hurt" (do NIN) e "When The Man Comes Around" e, por consequência, acabaram se esquecendo de que, na verdade, ele era um cantor de country e muito bem humorado na maior parte de sua obra anterior.


Quero indicar não um disco da fase American, mas um disco de country. Esse The Mystery of Life, lançado em 1991, é o último disco de Cash antes dos American e é sem dúvida um dos melhores da carreira do mestre. Menos "bad boy" que nos primeiros discos da carreira, Cash nos vem aqui mais maduro e sereno, cantando canções quase rancheiras como "I'll Go Somewhere And Sing", "The Hobo Song" e a belíssima faixa título. Por outro lado, sem abandonar o estilo e o bom humor dos discos mais antigos com a releitura de "Hey Porter" e as sensacionais "Beans for Breakfast" e "I'm an Easy Rider".


Indico sem medo de dizer que, na minha opinião, este disco até supera alguns dos American.




(texto de Andrew Clímaco, lá do http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/ )

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

The Boy Who Trapped The Sun - Fireplace (2010)


     O nome do menino que aprisionou o sol é Colin Mcleod, um escocês nascido e criado em Isle Of Lewis, um vilarejo com cerca de 19 mil habitantes. Antes de se tornar The Boy Who Trapped The Sun, Colin tocou em algumas bandas regionais de thrash e punk, mas não obteve nenhum reconhecimento. Após essa fase, chegou a trabalhar de motorista de caminhão de óleo e professor de pesca. Por sorte, o garoto resolveu se mudar para Londres e tentar a vida como músico solo. Colin se diz meio avesso à tecnologia, mas em sua página no facebook posta notícias com certa frequência.

     O nome da banda e do álbum não poderiam ser mais sugestivos. As canções do garoto que aprisionou o sol emitem calor, assim como uma lareira (Fireplace) transmite aconchego. Ou seja, é conforto musical da primeira até a última faixa. Como toda música feita por um escocês que se preze, tudo aqui casa perfeitamente com clima chuvoso e frio e uma bela xícara de chá. Esse é o primeiro  álbum de Colin, que já finaliza o segundo lançamento. No vídeo oficial para a música "Home" dá pra ter uma ideia do lugar (e que belo lugar) onde o moço nasceu e cresceu.Minha preferida do álbum é Copper Down. Foi através dela que, acidentalmente, descobri a banda, ao navegar sem rumo no youtube.

 


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Flying Burrito Brothers - The Gilded Palace of Sin (1969)

Quando li Alta Fidelidade, do Nick Hornby, descobri vários músicos e bandas novas. Nem todos bons.Afinal, Hornby tem um gosto um tanto quanto...peculiar.Mas entre as melhores descobertas estão Solomon Burke (que voz!) e Gram Parsons com o Flying Burrito Brothers. Esse cara praticamente inventou o alt-country, onde uma tristeza imensa, aquela que só o country é capaz de criar, se mistura ao rock'n'roll, ao gospel, folk e ao pop de maneira perfeita.

Nick Hornby diz que 'Sin City' é uma das melhores canções que já ouviu. Concordo. E mais: 'Christine's Tune (The Devil In Desguise)', 'The Dark End Of The Street' ... clássicos.

Parsons, o Griveous Angel, morreu novo, infelizmente. De overdose. Mas participou de bandas seminais (The Byrds, Flying Burrito Brothers, International Submarine Band) e moldou a música country moderna. Deixou-nos canções carregadas de melancolia e beleza que casam perfeitamente com a solidão (e uma garrafa de José Cuervo, claro).


domingo, 22 de maio de 2011

Bon Iver - Bon Iver (2011)

créditos:http://cashmerecorduroy.blogspot.com

Justin Vernon vai lançar um novo álbum em Junho. Mas a bolachinha virtual já vazou e trago-a, com imenso prazer, a vocês. Ainda nem ouvi. Posto aqui com uma imensa sensação de ansiedade. Tenho um ritual para apreciar novos álbuns de músicos que já conheço e gosto. Deito na cama, coloco fones de ouvido, apago a luz e absorvo da primeira à última faixa.Várias e várias vezes. É o que farei agora.



terça-feira, 10 de maio de 2011

Bob Dylan - Time Out Of Mind (1997)

Você deve estar pensando por que postei esse álbum do Dylan, e não o "Freewheelin'", o "Bringing It All Back Home", o "Highway 61 Revisited" ou qualquer outro que, entre lives e bootlegs e compilações passam a marca de meia centena. Primeiramente, é porque você já deve conhecer todos os clássicos do homem.Se não, deveria.E além: os bootlegs e os álbuns considerados ruins e inexpressivos pela crítica também. Todos são perfeitos. Todos.E sim, sou um aficionado no baixinho fanho. E segundo: esse álbum é um dos meus preferidos dele, por motivos pessoais.

Comprei-o três anos depois de ter sido lançado. Há exatos onze anos. Imagine um moleque de treze anos que ouvia classic rock, cabelo comprido, roupas pretas e uma introspecção do tamanho do mundo.Eu. Lembro que na lojinha de cds da cidade não tinha nada legal.Só um álbum do Clapton e esse do Dylan.Levei os dois. O do Clapton era o Pilgrim.Um desastre. Já o Dylan...

Coloquei o cd no aparelho de som, apertei play e, em um clima sonoro orgânico, gravado ao vivo em estúdio, a voz rouca e fanha cantou:

I'm walkin' through streets that are dead
Walkin', walkin' with you in my head
My feet are so tired
My brain is so wired
And the clouds are weepin'.
Did I hear someone tell a lie?
Did I hear someone's distant cry?
I spoke like a child
You destroyed me with a smile
While I was sleepin'.

I'm sick of love, that I'm in the thick of it

This kind of love, I'm so sick of it.

I see, I see lovers in the meadow

I see, I see silhouettes in the window
I'll watch them 'til they're gone
And they leave me hangin' on
To a shadow.

I'm sick of love, I hear the clock tick

This kind of love, ah, I'm love sick.

Sometimes the silence can be like thunder

Sometimes I wanna take to the road and plunder
Could you ever be true
I think of you
And I wonder.

I'm sick of love, I wish I'd never met you

I'm sick of love, I'm tryin' to forget you.

Just don't know what to do

I'd give anything to
Be with you.


As palavras de Dylan foram como um soco em meu estômago. A sonoridade de banda-em-bar-vazio-no-fim-de-noite, a melancolia...nunca tinha ouvido nada assim. O Dylan que eu conhecia era o que cantava Like a Rolling Stone e Blowin' in the Wind. Agora esse, soturno, meio bluesy, era novidade. Time Out Of Mind foi minha porta de entrada real para o universo Dylanesco.

Hoje, voltando da faculdade, passei em um restaurante. Jantei acompanhado de alguns colegas e algumas schwarzbiers. Na volta para casa, sentindo a náusea causada pela bebida, o vento gelado e o silêncio, Love Sick veio à mente. Cheguei e logo tratei de colocar a bolachinha pra tocar. Acho que há uns dois anos não ouvia. Agora é só desligar o computador e dormir, com essa trilha de fundo. Boa noite.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Willard Grant Conspiracy - Regard The End (2004)

Em uma noite insone estava eu no youtube procurando por canais de música. Topei com o Les Sessions Du Cargo . Nos moldes do La Blogotheque, o canal conta com mais de 200 videos de bandas, na maioria, desconhecidas (pelo menos por mim). Das boas descobertas, o Willard Grant Conspiracy foi a melhor. Robert Fisher começou a cantar e pronto: senti que era algo MUITO bom. Impossível não citar Johnny Cash e Bill Callahan como referências, só pra se ter ideia.
Uma voz grave tão imponente quanto a estatura do cantor, dedilhados acústicos, cellos, violinos. Tristeza em canções simples e sinceras sobre perda e solidão. Nessa semana de frio e chuva, mais que bem-vindas. Para ouvir sozinho, tomando uma caneca de café , com o olhar perdido e um nó na garganta.

sábado, 2 de outubro de 2010

The Head and the Heart - The Head and the Heart (2010)

Um post duplo aqui. Primeiro, tenho que mostrar-lhes um canal no youtube,o da rádio KEXP . As bandas e músicos, predominantemente folk, tocam ao vivo no estúdio da rádio. Simples assim. Entre os convidados, alguns nomes conhecidos mas, em sua maioria, desconhecidos (pelo menos para mim). Muitas pequenas bandas regionais (Seattle,WA e arredores) são as atrações.E as melhores.E isso leva ao segundo motivo desse post.

Melodias folks que te pegam de jeito,
grudam,
e deixam o dia mais leve e ensolarado.

Em uma dessas visualizações do canal topei com a banda The Head And The Heart,tocando "Lost In My Mind". É raro eu gostar de algo logo da primeira vez que ouço.Mas foi o que aconteceu. A canção começa com violão e voz e logo entram backin' vocals que remetem imediatamente a algo do CSNY.E isso não é pra qualquer um. Acostumado com a enorme quantidade de drogas que aparecem todo mês e são consideradas as "the next big thing" quando na verdade não são nada além de puro hype,apesar disso...resolvi dar uma chance ao grupo e consegui o álbum.
Foi uma suspresa boa. Do começo ao fim,há a mesma qualidade da canção que ouvi. Melodias folks que te pegam de jeito, grudam, e deixam o dia mais leve e ensolarado.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Damon & Naomi - The Wondrous World of Damon & Naomi (1995)

Damon Krukowski e Naomi Yang ficaram conhecidos como membros do clássico Galaxie 500, nos anos 80. Depois que o frontman acabou com a banda sem mais nem menos, o casal chegou a gravar um álbum com o nome Pierre Etoile e também alguns outros álbuns com o nome de Magic Hour (fazendo um som mais experimental e psicodélico).Em 1992 mudaram novamente o nome, mantendo dessa vez os seus prórios. Nesse link tem uma entrevista interessante com eles,feita por um site brasileiro.

''Canções acústicas, lentas e acalentadoras...''

Minha namorada me deu esse álbum de presente e eu o trouxe comigo na mochila. Na volta para casa,enquanto o ônibus ia rápido pela estrada e fora da janela a única luz avistada era a de faróis de um e outro carro que passava, liguei a pequenina lâmpada individual de minha poltrona, abri a mochila e retirei o cd. Comecei então a ler a letra de cada uma das canções. E fiquei ansioso para chegar em casa logo e ouvi-los cantando trechos tão bonitos como ''the wonders of my world don't take so long/to fall to the ground/here lie all my ruined memories/of wonders that could never really be''. Quase seis longas horas depois cheguei em casa.Tomei um banho e preparei uma caneca de chocolate quente.Delicadamente coloquei o álbum no aparelho, sentei-me na cama com a caneca na mão e fiquei alí por não sei quanto tempo, em silêncio, apreciando o som. Acalentador. O álbum acabou.Dei play novamente, deitei na cama com as luzes apagadas e iguei para minha namorada, agora distante.Conversamos um pouco e depois fiquei em silêncio novamente, com The Wondrous World of Damon & Naomi embalando-me até pegar no sono.