sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Pavement - Wowee Zowee (1995)


Garotos largados. Guitarras sujas. Voz além da desafinação e que beira o nonsense.Um dos melhores álbuns dos anos 90. E não digo isso porque o Pavement se tornou algo realmente cult, ''clássico''. Digo isso porque desde 6 anos atrás, quando ouvi Stephen Malkmus cantar pela primeira vez, me identifiquei com toda a sonoridade torta, boba e ''chata'' da banda. É um som quadrado que agrada mais à pessoas...quadradas. Uma pessoa ouve Pavement ou porque se identifica com os garotos esquisitos da banda ou porque Pavement é cult. Eu nem tento disfarçar...sou esquisitão mesmo. E é da Matador, uma das gravadoras americanas que admiro, assim como a K Records e a Sub Pop.

Pullovers - Tudo que eu sempre sonhei (2009)

O álbum está disponível para download no site da banda.



O Pullovers, segundo o myspace dos própios, é ‘’um dos principais nomes do rock alternativo nacional’’ e seu último álbum ‘’já é considerado pela crítica especializada um dos melhores discos lançados no Brasil nos últimos anos.’’Bem, quem ouvir que tire sua considerações e, se possível for, deixem-me a par delas.

Não conhecia a banda. Descobri-a, acreditem, ao procurar por algum lugar que vendesse pullovers na internet! Não gosto de fazer comparações, mas é inevitável às vezes: o Pullovers hora ou outra parece um Los Hermanos que não tenta ser Chico Buarque.

É daquelas bandas pra ouvir enquanto você conversa com os amigos sobre dor de cotovelo. É. Enquanto toma umas cervejas sossegado. Apesar de ter muitas partes irônicas no álbum, obviamente o que me chamou a atenção foram a canções de amor. Algumas, quase inocentes. Como ‘’O Amor Verdadeiro Não tem Vista para o Mar’’, a que mais gostei. Ah, parei de falar.

‘’


Pegou na mão dela

cansou de esperar

Abriu a janela

pra chuva entrar

o amor verdadeiro não tem vista para o mar...

’’






domingo, 6 de dezembro de 2009

NME Class Of '86 (1986)

1986. Bandas novas fervilham por todo Reino Unido. Compactos e flexi discs saem todo mês por gravadoras independentes que se tornam, com o tempo, verdadeiras lendas undergrounds, como a Sarah Records e a Rough Trade.

O periódico NME lança, eventualmente, uma fita cassete contendo as novas promessas musicais. E em 1986 não foi diferente. Em uma fitinha marrom, com uma arte simples, a NME compila bandas independentes e semi-desconhecidas da região, que ocupam lado A e lado B. Creio que a banda que ficou mais conhecida após a fita foi o Primal Scream. Mas a que se tornou realmente cult foi a escocesa Pastels.

A k7 Class of ’86, que é mais conhecida simplesmente por ‘’C86’’, firmou os pilares daquilo que passaria a ser chamado de ‘’Indie’’,apelido dado às bandas que vinham de gravadoras independentes, alternativas às major, ao mercado fonográfico e às modinhas vigentes na época. A Atitude, o Visual, o Som e a verdadeira moda que se tornou o que hoje é conhecido como indie,nasceu nessa coletânea, assim como os sub-gêneros: anorak pop, twee pop e a retomada do jangle pop.

Em geral, o estilo de todas as bandas inevitavelmente ainda carrega um resquício do post- punk. Mas as guitarras limpas e melódicas dos Byrds também estão presentes e há também uma certa inocência quase infantil e feliz que ficou conhecida como twee pop.

Cada banda presente nessa tape merece um post, e aos poucos postaremos algo por aqui. Se você gosta de alguma banda indie, mesmo que ‘’indieretamente’’, ela tem relação com a C86. Eu, particularmente, gosto de ouvir as bandas que influenciaram as bandas que gosto, sempre acabo descobrindo mais e mais coisas boas assim. Aliás, essa k7 é uma raridade, difícil até mesmo de ser achada na internet…so enjoy it!

Lucil Jr.

A Side

  1. Primal Scream - “Velocity Girl”
  2. The Mighty Lemon Drops - “Happy Head”
  3. The Soup Dragons - “Pleasantly Surprised”
  4. The Wolfhounds - “Feeling So Strange Again”
  5. The Bodines - “Therese”
  6. Mighty Mighty - “Law”
  7. Stump - “Buffalo”
  8. Bogshed - “Run to the Temple”
  9. A Witness - “Sharpened Sticks”
  10. The Pastels - “Breaking Lines”
  11. Age of Chance - “From Now On, This Will Be Your God”

B Side

  1. The Shop Assistants - “It’s Up to You”
  2. Close Lobsters - “Firestation Towers”
  3. Miaow - “Sport Most Royal”
  4. Half Man Half Biscuit - “I Hate Nerys Hughes (From The Heart)”
  5. The Servants - “Transparent”
  6. The Mackenzies - “Big Jim (There’s no pubs in Heaven)”
  7. Big Flame - “New Way (Quick Wash And Brush Up With Liberation Theology)”
  8. Fuzzbox - “Console Me”
  9. McCarthy - “Celestial City”
  10. The Shrubs - “Bullfighter’s Bones”
  11. The Wedding Present - “This Boy Can Wait”

Post originalmente publicado em Life's Too Good, blog em que escrevo também.

Bon Iver - Live At Glastonbury DVD (28/06/2009)

Justin Vernon e seus amigos deixaram de lado boa parte da atmosfera acústica de sua banda Bon Iver ao se apresentar no Glastonbury. Aqui está a apresentação na íntegra. No começo eu estranhei um pouco os ruídos sonoros, mas logo me acostumei, e até gostei da nova roupagem das músicas. Fecharam com uma versão quase épica de The Wolves (Act I and II). Apesar de todo o Hype e blah blah blah, das bandas atuais/recentes, essa continua a ser uma de minha s preferidas.

p.s.: logo terei mais tempo e postarei mais álbuns por aqui. Abraço h.h

terça-feira, 24 de novembro de 2009

The Byrds - Discografia Completa

Mr. Tambourine Man - 1965




Turn! Turn! Turn! - 1965


Senha: bluestown.blogspot.com



Rare Studio Outtakes & Sessions (1965 – 1967)





5th Dimension - (1966)


Younger Than Yesterday - (1967)





The Notorious Byrd Brothers - (1968)


Senha: free-world.nl




Sweetheart of the Rodeo - (1968)





Dr. Byrds and Mr. Hyde - (1969)

(não encontrei link)



Ballad of Easy Rider - (1969)


Senha: free-world.nl




Untitled Unissued -2CD (1970)



parte 1: http://rapidshare.com/files/75893255/a3thebyrfw146a.part1.rar
parte 2 : http://rapidshare.com/files/75893314/a3thebyrfw146a.part2.rar


Senha: free-world.nl




Byrdmaniax - (1971)





Farther Along - (1971)







The Byrds - (1973)


Senha: free-world.nl



The Best Of - (1997)



Parte 1: http://rapidshare.com/files/71344256/the.very.best.of.our.fine.feathered.friends.rar
Parte 2: http://rapidshare.com/files/71361863/the.very.best.of.our.fine.feathered.friends.r00

Senha: SharingIsThePoint!





Live At The Fillmore 1969 - (2000)





The Essential (2 Cds) - (2003)



sábado, 21 de novembro de 2009

The Byrds - Turn! Turn! Turn! (1965)



senha: bluestown.blogspot.com




Conheci The Byrds na série Anos Incríveis. "Turn, Turn, Turn" é primeira música que toca no primeiro episódio e desde então me vejo cantarolando ela.

The Byrds foi uma banda que se formou em 1964 e que tem influências de Bob Dylan e misturas de The Beatles.
"Turn, Turn, Turn" é o segundo cd da banda e o primeiro que ouço, e em breve postarei a discografia completa aqui.




sábado, 14 de novembro de 2009

Talulah Gosh - Backwash (1986 - 1988 - The Complete Recordings)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Miou Miou - La la grande finale (2006)

Escaleta, palmas, vibrafone, sintetizadores sutis e uma garota tcheca de grandes olhos azuis que canta em francês. É twee pop e não tem nada de novo.O que significa: canções leves, animadinhas e confortáveis. Mas fazer o quê? Tenho uma queda por garotas que cantam em francês. Todas elas.Ai ai...

Às vezes a melancolia vai embora e fica o conforto.Como hoje: um dia nublado, em que tomei expressos solitário, em Cafés pela cidade, com o olhar distante. Conforto...e saudade também.

Cat Stevens - Tea For The Tillerman (1970)

Senha:lanuevamusicaclasica

Cat Stevens, agora Conhecido como Yusuf Islam, está entre os folkmen que fazem parte da minha vida. E Father & Son está na minha lista de melhores canções folk já escritas.Cat consegue ter uma aura pop, no que diz respeito à fácil assimilação.Com certeza você conhece a melodia de Wild World, seja com o video clip bobinho do Mr. Big que passou e ainda passa na Mtv, ou (pior, bem pior)numa versão très bizarre de uma ''dupla'' brasileira que nem vou falar o nome...

Mas apesar de ser pop, Cat está longe de ser superficial. Cada canção é única;em comum,só uma coisa: a sinceridade que transparece em cada nota, em cada frase cantada.E após vários anos sumido,Cat voltou em 2006, com outro nome, mas com a mesma mágica.

Cat Stevens me dá paz. Tranquilidade.Só de olhar a arte da capa já sinto-me assim. É o tipo de música pra ouvir deitado na cama, com as mãos cruzadas na nuca e com um sorriso bonito no rosto.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Built By Snow – Mega (2009)

''Mega'' Drive? ou Atari, Master System ou Nes. Esses nomes te lembram de algo? Pois foi isso que me veio à cabeça ao ouvir Built By Snow. Musiquinhas de games antigos misturada a assovios e backin' vocals num indie pop animado e dançante;como tem que ser.


Oh with your red jacket on
You drain me through
Oh i should bury my mind
And forget about you
But you got some strange powers over me
Changing minutes of my memory
Just like pac man my brain eats beats
And takes it slow so slow
Lets take it slow slow slow slow slow
All the weird kids know
How to take it slow
So lets take it slow
Yeah with my plastic glasses on
I don't care a care a care at all
It's an attraction magnet
And it keeps pulling both of us apart

I'm a weird kid so
Come with me let's go!


Sou apaixonado por teclados, em especial, por escaleta e sintetizadores, dois instrumentos frequentes quando o assunto é alguma banda de indie pop ou folk. E os meninos do Built mandam bem! Arranjos simples, minimalistas, grudentos e mesmo assim, que não causam enjôo após a primeira audição. Ok...sei que daqui a pouco vou cansar de tanta alegria e animação, mas hoje não fui à faculdade, e tenho um dvd aqui cheio de jogos antigos dos video-games citados na primeira linha. Então vou me dar esse luxo...curtir a nostalgia desses games pelo resto da noite, ao som de Built by Snow.


''Catchy keyboard indie pop rock with an explosion of velcro melodies and magnetic hooks that hit your brain like an Atari blasting out of a bazooka.''


domingo, 25 de outubro de 2009

Entertainment ForThe Braindead - Hydrophobia (2008)

Minha realidade é suja.Feia.Por isso preciso constantemente de canções bonitas.Para poder sobreviver.''Músca Antes de Mais Nada''. Não fosse a música, eu não estaria vivo. Ouço todos os dias o dia todo, desde que me entendo por gente.Necessito de música para continuar.É essencial para mim.

Entertainment For The Braindead. Não se deixe levar pela impressão causada por esse nome estranho. É um folk recheado de violões, ukuleles, flautas e silêncio. E é um pouquinho experimental também. Mas não espere nada de ''noise''. Se trata de uma one-girl-band. Julia Kotowski escreveu todas as canções e gravou na casa de seus pais, utilizando apenas um microfone conectado em seu lap top, o que provoca aquela intimidade lo-fi tão boa, de conforto e introspecção. Ouvir essas canções é como poder ''ouvir'' os sentimentos de quem as fez. Pura delicadeza.



domingo, 4 de outubro de 2009

Juno - Original Movie Soundtrack (2008)


Músicas leves e sutis perfeitas para um dos filmes sobre adolescência mais fofos que eu já assisti.
Belle and Sebastian que não podia faltar; Kimya Dawson, -que eu conheci justamente nessa trilha, e que tem uma voz doce de menininha, mesmo com 36 anos de idade-, Cat Power, The Kinks, Buddy Holly, Sonic Youth, Mott The Hoople, The Velvet Underground...
Essa trilha me encanta, assim como o filme.

The Lords Of The New Church - Killer Lords (1985)

Meu primeiro contato com essa banda foi em um dvd chamado ''Goth Box - The dvd companion'', uma coletânea de videos de bandas de gothic rock da Cleopatra recs. A música era Open Your Eyes. Gostei na hora! Stiv cantando com seu jeitão de dark junkie, a linha de baixo bem funkeada, os backin' vocals, os metais, o refrão animado...tudo contagiou-me. Eles eram darks mas não eram forçados como a maioria das bandas da época. Como o The Cure, em meio à escuridão, é possível notar no Lords algo de alegre.

---- * ----

Lords Of The New Church é um supergrupo superunderground superbom de post punk que foi formado em 1982 e que durou até 1989.Com Stiv Bators do ''Dead Boys'', Brian James do ''The Damned'' , Dave Tregunna do ''Sham 69'' e Nicky Turner do ''Barracudas''. A banda lançou pouca coisa, três álbuns, alguns sinlges, um Ep e um Live. Stiv Bators, ao contrário da superbanda, não era super e morreu atropelado por um carro em Paris em 1990 (nossa, foi horrível essa...mas faço esse post em um domingo à noite, então considere...) Eles voltaram em 2003 e até gravaram um cd, mas sem Bators..nem vale a pena perder tempo ouvindo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ride - Nowhere (1991 - Remastered at 2001)


Pergunta: O que faz um garoto dançar psicodélica e esquisitamente, em pleno meio-dia de um dia nublado, em seu quarto, com a luz apagada e o volume da vitrola explodindo?
Resposta: Um dos melhores álbuns dos '90, Nowheeeeeere!

O Ride é demais.Ponto. É um som poderoso, empolgante,com as típicas características shoegazin': paredes de guitarras, vozes lentas, tranquilas, e uma dose certa de psicodelia misturada às melodias frias do pop britânico. É difícil falar do Ride. Ouça.

domingo, 20 de setembro de 2009

Etta James - At Last! (1961)


Ouço e sinto-me em um vestido rodado, com sapatos de salto alto, dançando devagar com o rosto colado no menino que amo.Ideal para ouvir perto de quem você ama, num sábado à noite.


Postado por: Isabelle

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Teenage Fanclub - Howdy! (2001)

Já que está um calor e tanto esses dias e a chuva se foi, vou entrar no clima. Nada de folk songs melancólicas hoje. Ok, talvez um pouquinho melancólicas...se trata do Teenage Fanclub, mais uma de minhas bandas escocesas preferidas.O Teenage mora em meu coração. E ''Howdy!'' é o meu preferido deles.São músicas coloridas, agridoces, cheias de arranjos sutis de cordas e orgãos. Segundo a Rolling Stone, ''cada canção é como um raio de sol limpo e brilhante sobre paisagens escocesas''. São simples, ensolaradas, para dias leves. As letras seguem um tema em comum: o de alguém em busca de direção, de um amor. É as melodias, ahhh...deixam-me com um sorriso sincero sempre que ouço.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Paul Mccartney - Flaming Pie (1987)

Era um dia de sábado de verão, desses de calores insuportáveis.Meu amigo Andrew e eu sempre assistíamos ao programa Alto Falante e gravávamos os videos musicais em VHS.Nesse dia o programa nem foi tão bom.No fim, após uma breve notícia sobre Paul Mccartney,passaram o video de ''Young Boy''.Nunca fui muito fan da carreira do Paul pós Beatles, mas sei lá por quê, resolvi gravar.Ainda bem! Foi uma surpresa.A leveza da melodia da canção contagiou-me na hora e Paul, no video, cantando, dançando e curtindo tudo como um moleque, fez com que eu gostasse ainda mais de tudo. Via e revia esse video sempre, até há alguns anos, quando meu VHS estragou e comprei um aparelho de DVD. É a evolução...

Com o tempo, até esqueci dessa música que gostava tanto.



Eis que, nove anos após ver o video dessa canção na Tv e até ter esquecido dele, Estou caminhando pelas ruas de Guaxupé, em um sábado ensolarado que lembrava aquele de anos atrás, e avisto uma minúscula e antiga loja de cds. Entrei e comecei a procurar por alguma preciosidade esquecida nas estantes . Já estava quase indo embora sem encontrar nada legal, quando bati os olhos na carinha do Paul Mccartney .Era Flaming Pie. Pequei sem muita empolgação o álbum, todo empoeirado,esquecido alí há não sei quanto tempo. Li a lista de canções na contracapa. ''Young Boy'' estava entre elas. Lembrei na hora do outro sábado, o que eu ouvi a primeira vez essa música. Senti-me nostálgico, sorri. Eu havia encontrado a minha preciosidade.

Flaming Pie é empolgante, ensolarado e tem aquele feelin' dos '60, mas sem soar datado. Tem participações de grandes músicos e amigos de Paul, como Jeff Lynne (Eletric Light orchestra, The Traveling Wilburys), Steve Miller, além dos ex-companheiros de Beatles George Martin e Ringo Starr. Alguns, como eu, consideram esse o melhor trabalho do homem após os Beatles.E volto aqui a dizer: é melhor do que 99,9% dos trilhões de bandinhas que vemos por aí...


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

The Jesus and Mary Chain - Darklands (1987)


Acordei mais cedo hoje, com frio. Ao abrir a janela, tudo cinza. Ventava.Dirigi até o trabalho ouvindo Darklands, o segundo disco do The Jesus and Mary Chain, onde toda a barulheira do debut foi deixada de lado e tudo ganhou um tom sombrio.

''I go to the darklands
to talk in rhyme
with my chaotic soul...''


Mas apesar de ser sombrio, é notável um certo descompromisso dos irmãos Reid em soarem sérios demais. Ao contrário dos góticos da época, que se afundavam cada vez mais em abismos de tristeza em suas composições, os escoceses do Jesus soam mais como garotos entediados que fazem música em um dia chuvoso (como quase todos na Escócia) . Happy When It Rains retrata bem isso.

A sensação que tenho ao ouvir o Darklands é a mesma de enrolar-me em um cobertor macio e deitar-me na cama, no escuro, em um dia de inverno bem frio e chuvoso. O nome disso pra mim é conforto.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sparklehorse - Discografia (Complemento)


Danger Mouse And Sparklehorse - Dark Night Of The Soul (2009)
Imagina um projeto envolvendo Black Francis (Pixies), Julian Casablancas (Strokes), The Flaming Lips, Nina Persson (Cardigans), Iggy Pop, Suzanne Vega, Gruff Rhys (Super Furry Animals), Vic Chesnutt (Elf Power), Jason Lytle (Grandaddy), James Mercer (The Shins), Sparklehorse, David Lynch (sim, ''O'' Lynch) e Danger Mouse (produtor de Beck, The Good, The Bad and The Queen, Gnarls Barkley). Imaginou? Agora só ouvir então! Nem dá pra falar muito de algo assim. Fueda és poco!

E tem também esse álbum abaixo, que foi gravado com Christian Fennesz, músico australiano. Logo escrevo algo decente sobre esses dois álbuns aqui, prometo.



Sparklehorse + Fennesz - In The Fishtank 15 (2009)

domingo, 23 de agosto de 2009

Son House - The Complete Library of Congress Sessions (1941-1942)

Tempo frio e nublado. Acordo nostálgico e sinto o peso em minhas costas aumentar. Mais um ano se passa. Não gosto de aniversários. Depois de um almoço com a família, entro no quarto e coloco esse álbum. Na janela, nuvens cinzas. Na vitrola, o chiado confortável da agulha no vinil. Um velho blues começa...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

The Vaselines - The Way Of The Vaselines - A Complete History (1992)

Um bom dia em Glasgow.Parece que tudo está indo bem.Acordei com o barulho da chuva no telhado, li um trecho da bíblia, tomei o café da manhã e saí com minha capa de chuva lilás.A desolação do parque é apenas aparente. Quando termina a chuva, dezenas de pequeninos seres aparecem em todos os cantos: pássaros, borboletas, um ou outro esquilo e alguns cães. Saio de casa toda manhã e vou sempre ao mesmo local, o Café Willow Tea.É como se um imã me atraísse.Peço um expresso, apesar de não ter vontade alguma de beber.A garçonete pergunta se quero uma empada de queijo. Ela sempre pergunta isso, porque as primeiras vezes que fui ao Café comi algumas.E agora eu sou o Garoto das Empadas de Queijo. Parei de comê-las, passei a tomar apenas um expresso.Continuarei assim até a garçonete esquecer que um dia fui o garoto das empadas de queijo. Só espero que ela não passe a achar que me tornei o garoto do café expresso. Mas acho que não há esse risco, porque muitas pessoas vão a um café apenas para tomar...café. O. Willow Tea é um dos Cafés mais antigos da cidade. É decorado com fotos de pessoas famosas que nunca estiveram lá. Tenho uma sensação estranha quando fico lá sentado, a maior parte do meu tempo livre, escrevendo canções e esperando que algo de diferente aconteça um dia, para quebrar a monotonia. Às vezes componho uma canção inteira alí sentado. Às vezes levo meus fones e fico quietinho, olhando meu café esfriar e curtindo alguma banda local. Da última vez fiquei ouvindo Vaselines.Apesar do nome ser meio inusitado, a bandinha é linda.Um casal que toca e canta pop fofo.Li em alguma revista antiga que era a banda preferida do Kurdt Kobain.Legal. Mas legal mesmo! Soa como se crianças doces e inocentes fizessem uma banda de punk. Bem, acho que vou ao cinema agora. Preciso conversar com o dono de lá.É parte de um trabalho de escola.Parou de chover.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Dinosaur Jr - Farm (2009)

Ents : da Terra Média para a arte de capa do cd. No mínimo, inusitado!
link novo!


Nessa década aperecereu uma enxurrada de bandas novas. Algumas legais, outras (a maioria) ruins demais, mas que ficaram famosas devido ao Hype. Não quero bancar o saudosista (até porque não vivi os '90) mas, sem dúvidas, as bandas daquela época são beeeem melhores que as de hoje. Quer a prova? Esqueça Strokes, Killers, Libertines e todas essas coisinhas ruins que surgiram do nada e foram pra lugar nenhum, e ouça Farm, o novo álbum do Dinossaur Jr. Essa banda é da época em que o som era mais importante do que a aparência bonitinha, da época em que os músicos realmente sabiam tocar seus instrumentos e haviam solos de guitarras (ah, que falta sinto dos solos!), da época em que as letras falavam de relacionamentos, de amores não correspondidos e dores de cotovelo (ô nostalgia...soei como um velhinnho lembrando de sua geração perdida).
Em minha opinião já é o melhor álbum do ano.



J.Macis, guitarra(o senhor do barulho!), Lou Barlow (Folk Implosion e Sebadoh) no baixo e Murph, na bateria.

domingo, 26 de julho de 2009

Life is too good!

Life is too good!


Descobri o tumblr essa semana e, à convite de meu amigo Nit, comecei a postar por lá também. Pra quem ainda não conhece, pra comentar é só clicar no post em questão e mandar ver. As visitas são importantes e os comentários, mais ainda. Espero que gostem. A toda hora tem algo novo por lá.
A url é http://lifeistoogood.tumblr.com/


Life is too good!

Elvis Costello - My Aim Is True - 1977

Favor não confundir o nome com o outro Elvis, e nem confundir a foto com o Buddy Holly nem com o Rivers Cuomo.

O Costello foi o primeiro indie do mundo. E até hoje, seu som é melhor do que 99,9% de todas as bandinhas indies que nascem todo dia da grande mamãe chamada ”Hype”. A única bola fora dele é ser casado com a Dianna Krall; esse é o seu primeiro álbum (do Elvis, não dela) e se chama ''My Aim Is true''.


Elliott Smith - Either/Or (1997)

Password: abcafterglow

Tenho a seguinte filosofia: para ser uma pessoa bonita, é preciso se cercar de coisas bonitas. Ignorar toda a podridão do mundo e buscar por coisas que te deixam confortável, feliz, coisas sinceras. Não adianta nada se dizer simples, bonito, inocente, se na verdade tudo o que você gosta, tudo o que você absorve, é o contrário. A beleza do mundo está nos olhos de quem vê (nossa, soou tão cliché isso dito assim...mas é o que penso).

Elliott Smith é um de meus músicos preferidos. Não sei por que até agora eu não havia postado nada dele no blog. Either/Or é o que eu mais gosto. Canções lo-fi agridoces para corações partidos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Bon Iver - Blood Bank

Um mundinho perfeito onde as pessoas são sutis e tudo é encantadoramente doce. Ouço minhas canções folk tristonhas, com a cabeça afundada em um travesseiro macio, até o sono chegar e levar-me até lá.


Pedro The Lion

Slowcore: aquele indie rockinho triste pra burro, dedilhado, com algumas guitarras fuzz e uma voz lenta, calma e, claro, melancólica (palavra presente em quase todos os posts e álbuns do blog, aliás). Apesar do nome estranho, com relações bíblicas, a banda merece ser ouvida. É o tipo de som que ouço em um domingo nublado, quando estou fazendo alguma outra coisa em casa, como colocando meus cds em ordem alfabética pela milésima vez, ou organizando meus livros.



Whole (1997)


It's Hard to Find a Friend (1998)


The Only Reason I Feel Secure (1999)


Winners Never Quit (2000)


Progress (2000)


Control (2002)


Achilles Heel (2004)


Tour EP '04 (2004)


Stations (2004)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Nietzsche Cywisnki


Shoegaze foi uma palavrinha inventada para denominar certas bandas que apareceram no Reino Unido nos nos 80. Bandas de garotos que tocavam olhando para baixo, ou de costas, devido à timidez de encarar o público. Além de esconder seu olhar, eles se escondiam atrás de um mar de ruídos e teclados e vocais melancolicos. Jesus And Mary Chain, My Bloody Valentine, as clássicas. Hoje, salvo uma ou outra novidade (de qualidade), esse estilo anda um tanto abandonado, por parte dos músicos e dos apreciadores.

Aqui no Brasil temos algumas bandas respeitadas, e também uma molecada nova que anda fazendo muito ruído por aí. Um deles é o meu amigo Nietzsche Cywisnki (myspace aqui), que teve matéria publicada essa semana na Uol/Mtv (clique para ler). Acompanho o Nit desde quando nos conhecemos pela net, em 2007 e, como sempre digo, ele tem uma sutileza e um talento natural para escrever e compor. No myspace é possível conhecer algumas de suas canções . E aproveitando o assunto, deixo aqui uma coletânea de shoegaze com bandas nacionais (incluindo uma música do Nit ).


1 - Old Magic Pallas - Stargazer
2 - Bandini - The last accolate
3 - Sonic Disruptor - Plastic Sunny Car
4 - Team Radio - Puffy Kid
5 - A Sea of Leaves - Permanent Wave
6 - Low Dream - I Never Had Sugar Dreams
7 - The cigarretes - Different Stories
8 - Nocturno - Différence et répétition
9 - Inverness - Kites
10 - Pin Ups - Candle
11 -Second Come - Run
12 - Inverness - Astral Slide
13 - Pin ups - Loose
14 - Brincando de deus - Til you come
15 - Wry -Never Sleep
16 - Nietzsche Cywisnki - Aurora Experimental

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Chris Garneau - El Radio (2009)


Violoncelos, violinos, acordeon.The Leaving Song, a primeira canção do álbum novo álbum do Chris. Logo de cara, uma música pra lá de intensa. Eu que já não sou uma pessoa alegre logo pensei: se o álbum continuar assim, vai acabar comigo. E para a minha surpresa, a segunda canção já é mais animadinha. Esse menino tem uma capacidade fora do comum de conseguir transormar sentimentos em música. Consegue criar pop songs sublimes, delicadas e intensas. O álbum todo é como uma montanha russa de sentimentos. A melancolia se faz presente do começo ao fim, mas há momentos alegres, infantis e confortantes também.
Sempre digo que a tristeza pode ser bela. Eis um exemplo disso bem aqui.

domingo, 21 de junho de 2009

Patrick Park

Patrick Park - Everyone's in Everyone (2007)


Loneliness Knows My Name (2003)




Acordar cedinho. Pulôver, cachecol. Um capuccino bem quente com chantilly, naquele Café de sempre. Um cd em mãos pra curtir pela manhã, enquanto trabalho. Meu primeiro dia de inverno, a melhor estação do ano. Tudo ganha uma cor diferente no inverno. As pessoas ficam mais bonitas (mais vestidas, no caso do Brasil, principalmente), o sol fraco, ilumina tudo de um modo peculiar. Fico mais feliz no frio.
Lucil jr

-*-

Ouvir Patrick Park no inverno, com esse friozinho mais que confortável e aconchegante. Suas doces e levemente tristes canções, fazem-me pensar no menino que amo. Patrick Park é para aquelas pessoas que já passam por várias "tempestades" existenciais; se sentiram indiferentes e sentimentais em vários assuntos da vida, e mesmo assim não perderam a sua essência; o seu modo de sonhar e sentir as coisas.
Isabelle Simões